Os cafés literários inventados na escrita

A Ovelha Perdida (The Lost Sheep)

«Estou no café mais medonho que tenho encontrado na minha vida », escrevia de Paris, em 1949, António Maria Lisboa. Os destinatários eram alguns dos mais destacados poetas surrealistas da década, Cesariny, Pedro Oom, Cruzeiro Seixas.

A correspondência entre o poeta surrealista AML e os seus amigos, do grupo apelidado de «guerrilhas surrealistas», passava a palavra pelos cafés reencontrados, na escrita literária, em Lisboa ou em Paris.«Estou no café mais medonho…», e o poeta referia-se ao café Dupon ( «ou tout est bon», o café pelo menos não presta, a cerveja é fraca- dizia Lisboa ), utilizando a ironia como um dos aspectos referenciais do surrealismo.

Os cafés estiveram sempre presentes nas obras de muitos escritores, como local de encontro para uma tertúlia literária, como espaço de criação em que a solitùdine se faz rodear do cosmopolitismo.

Há mesmo cafés que pertecem, na Europa, à História da Literatura dos séculos…

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